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Mônica SuperFilter 11 de junho de 2026 Tempo de leitura 3 minutos

Quais os perigos em consumir água de garrafas plásticas?

O que você vai encontrar neste artigo:

Que a água é a melhor coisa que uma pessoa pode consumir, todo mundo sabe. A questão é que, na maioria das vezes, ela é consumida em utensílios inapropriados e que alteram a qualidade da água. As garrafas plásticas são uma dessas alternativas nada saudáveis e que, de modo geral, podem contribuir para o desenvolvimento de algum problema de saúde.


Fonte: Freepik

É claro que o consumo moderado de uma ou outra bebida, ou água engarrafada não vai destruir o seu corpo e o planeta, porém, é muito importante evitar o consumo em excesso e buscar alternativas mais saudáveis que forneçam a água pura que o corpo humano necessita**.**


Perigos encontrados em garrafas plásticas

O consumo eventual de água em garrafas PET não representa risco direto para a saúde quando feito de forma moderada. O alerta das autoridades sanitárias aparece quando você soma o volume que entra na sua rotina ao longo do ano. Fazendo essa conta, muita gente se surpreende com a quantidade de água engarrafada que ingere em doze meses, e é nesse acúmulo que os estudos colocam o foco.

As pesquisas mais recentes ampliaram a discussão. Em janeiro de 2024, pesquisadores das universidades de Columbia e Rutgers publicaram no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences um estudo que identificou, em média, 240 mil partículas de nanoplásticos por litro de água engarrafada, número de 10 a 100 vezes maior do que as estimativas anteriores. Os nanoplásticos são tão pequenos que conseguem passar pelo intestino e pelos pulmões direto para a corrente sanguínea, viajando para órgãos como o coração e o cérebro. Um estudo de 2018 já havia detectado uma média de 325 partículas por litro, e pesquisas posteriores foram multiplicando esse número, ou seja, o tema vem ganhando peso na literatura científica.

Outro ponto bem documentado envolve a reutilização das garrafas. A professora Cathy Ryan, da Universidade de Calgary, no Canadá, analisou 76 amostras de garrafas usadas por alunos do ensino básico durante meses sem que os recipientes fossem lavados. Dois terços apresentaram níveis bacterianos acima do aceitável, e dez delas registraram coliformes fecais acima do limite recomendado. Bactérias podem se alojar em rachaduras e fendas do plástico, e esse risco é considerado maior do que a possibilidade de substâncias migrarem do material para a água no uso diário. Garrafas de vidro e aço inoxidável não apresentam o mesmo problema porque o material não se decompõe com o uso regular.

Leia também:

>>> Os problemas de ingerir água contaminada no longo prazo


BPA encontrado em garrafas plásticas: faz mal mesmo?

Existe uma grande discussão relacionada à liberação de químicos potencialmente perigosos na água ao consumi-la em recipientes plásticos. A Bisfenol A (BPA) entrou na roda de conversas e alguns estudos feitos nos Estados Unidos comprovaram que com o desgaste natural do uso, exposição ao calor do carro, à lava-louças e à radiação ultravioleta do sol, as camadas mais externas do plástico podem se decompor.

Dessa forma, plásticos com código de reciclagem 3 ou 7 podem liberar este químico, enquanto que os livres de BPA podem liberar o chamado Bisfenol S (BPS).

As garrafas plásticas de água possuem classificação 1 na embalagem – quando são PETs -, mas mesmo assim não estão livres da liberação de substâncias que mesmo ingeridas em pequenas quantidades pode imitar o estrogênio e alterar significativamente o sistema endócrino humano.


Água com gosto de plástico faz mal?

Outro ponto importante que devemos observar ao consumir água em garrafas plásticas é o gosto de plástico que, por vezes, sentimos. Esse sabor estranho não é apenas desagradável, mas também pode indicar a presença de substâncias químicas que estão se soltando do material.

Isso acontece principalmente quando as garrafas são expostas ao calor ou reutilizadas várias vezes.

O gosto de plástico pode ser um sinal de que compostos como o BPA ou outros químicos estão contaminando a água. Além de alterar o sabor, esses compostos podem impactar o sistema endócrino e trazer consequências a longo prazo para a saúde, como vimos anteriormente com o BPA.

Por isso, se você sentir que a água tem um gosto estranho, é um indicativo de que a garrafa plástica já pode não estar segura para uso.

Para evitar esse problema, o ideal é optar por purificadores de água, que garantem uma água limpa e livre de qualquer contaminação, sem risco de gosto alterado.

Além disso, o uso de recipientes de vidro ou aço inoxidável para armazenar a água é uma alternativa muito mais saudável e segura.


Água na geladeira em garrafa plástica: faz mal?

Armazenar água na geladeira em garrafas plásticas é um hábito comum em muitas casas, e vale entender o que a ciência mostra sobre essa prática. A garrafa PET, identificada pelo símbolo de reciclagem número 1, foi projetada para uso único, ou seja, para envasar a água no momento da produção e ser descartada após o consumo. Quando o consumidor reutiliza por dias ou semanas, surgem dois pontos que merecem atenção: o desgaste físico do material e a migração química de substâncias do plástico para a água.

O desgaste físico aparece com o tempo e o uso repetido. O contato com as mãos, com a boca, com produtos de limpeza e com variações de temperatura cria microfissuras na superfície interna da garrafa. Bactérias podem se alojar nessas rachaduras e fendas, e esse risco é considerado pelos pesquisadores maior do que a possibilidade de substâncias passarem do plástico para a água no uso diário. A geladeira não elimina esse risco porque o ambiente úmido e o contato repetido com a boca favorecem a colonização microbiana.

O ponto químico mais documentado envolve o antimônio (Sb), um metal usado como catalisador na fabricação da resina PET. A Agência Internacional de Pesquisa para o Câncer classifica o antimônio como um possível carcinogênico, e estudos como o da Universidade do Arizona em 2008 mostraram que o aumento de temperatura acelera a migração dessa substância para a água. Mesmo em temperatura ambiente, há migração ao longo do tempo: a literatura indica que, em um período de seis meses, a concentração de antimônio na água estocada pode aumentar em até 90%. No Brasil, a RDC 17/2008 da ANVISA estabelece o limite máximo de migração em 0,04 mg/kg, e a presença de dióxido de carbono nas águas com gás acelera ainda mais essa migração. Quanto mais tempo a água fica armazenada e quanto mais a garrafa é reutilizada, maior a chance de o limite ser ultrapassado.

A alternativa mais segura é armazenar água filtrada em recipientes de vidro ou aço inox. Esses materiais são quimicamente inertes, o que significa que não liberam substâncias para a água nem reagem com ela. Eles também não desenvolvem microfissuras com o uso, suportam bem a higienização com água quente e detergente, e preservam o sabor natural da água por mais tempo. Para quem mantém uma jarra na geladeira, esses dois materiais são a escolha mais consistente do ponto de vista da saúde e da durabilidade do recipiente.

 


Fonte: SuperFilter/Divulgação


Por que reutilizar garrafas plásticas pode comprometer a qualidade da água

Reutilizar garrafas plásticas várias vezes pode parecer econômico, mas aumenta significativamente o risco de contaminação. Ao contrário de materiais mais resistentes, o plástico se desgasta rapidamente: arranhões, amassados e pequenas deformações criam um ambiente ideal para a multiplicação de bactérias.

Mesmo lavando com frequência, a limpeza não alcança essas pequenas cavidades internas, e os microrganismos continuam se acumulando. Com isso, a água armazenada perde qualidade e pode até adquirir sabor alterado, indicando possível liberação de substâncias químicas.

Além do risco microbiológico, o plástico também é sensível ao calor. Somente deixar a garrafa no carro, próximo a janelas ou exposta ao sol já é suficiente para aumentar a migração de componentes como BPA e BPS para a água.

Se o objetivo é manter a água sempre segura, o caminho ideal é evitar ao máximo a reutilização de garrafas plásticas e apostar em soluções mais duráveis como purificadores e recipientes adequados.


Como evitar os riscos das garrafas plásticas no dia a dia

Para reduzir os riscos associados ao consumo de água em garrafas plásticas, a melhor alternativa é garantir que a água que você bebe todos os dias seja filtrada com eficiência e sem contato com materiais que liberam substâncias químicas. Optar por purificadores de água certificados é uma das formas mais seguras de obter água de qualidade superior, livre de impurezas, odores e compostos que podem migrar das embalagens plásticas — especialmente quando expostas ao calor.

Além disso, algumas práticas simples fazem diferença na rotina: • Prefira recipientes duráveis, como garrafas de vidro ou aço inox, que não liberam partículas na água.

• Se já possui um purificador, mantenha o refil sempre em dia, garantindo que a filtragem ocorra com a máxima eficiência.

• Evite reutilizar garrafas plásticas por longos períodos, pois rachaduras microscópicas podem acumular microrganismos e liberar componentes indesejados.

Utilizar água filtrada diretamente da torneira elimina a necessidade de comprar água engarrafada com frequência e reduz o contato com plásticos desgastados.

Na Superfilter, você encontra purificadores e filtros desenvolvidos para diferentes volumes de consumo, oferecendo uma solução segura e prática para quem deseja abandonar de vez as garrafas plásticas no dia a dia.

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